“É visto como algo vulgar. As pessoas têm mais pudor nos nossos dias”, explica Muriel Trazie, de 60 anos, que mantém seus peitos longe do olhar público enquanto toma sol nas praias de Paris montadas durante o verão à beira do rio Sena.
Também usando as duas peças do biquíni, Sandra Riahi, de 22 anos, afirma: “Nunca fiz [topless]. É muito embaraçoso”.
Nos anos 1960, o topless se tornou uma símbolo das feministas francesas. “Se os homens não precisam usar a parte de cima, por que nós precisamos?”, clamavam elas. A quebra de barreiras se tornou moda, e foi nessa época que fotos de Brigitte Bardot na Cote d´Azur circularam o mundo.
O frisson apenas aumentou quando a prática foi denunciada pelo Vaticano e condenada pela igreja espanhola. Quando a França recusou um movimento conservador nos anos 1970 e decidiu não banir o topless das praias, usar o monoquíni (biquíni de uma peça só) se tornou um símbolo do orgulho francês.
Causas
Mas os tempos mudam, assim como as roupas de banho. Alguns associam a falta de adesão ao topless a uma simples mudança no estilo de moda no país, com a tendência recente de usar maiôs completos ou biquínis que acentuam a parte de baixo do corpo.
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