quarta-feira, 2 de julho de 2014

USP descobre substância mais eficaz no tratamento da doença de Chagas

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 3 milhões de pessoas possuem doença de chagas no país e a maioria já na fase crônica, quando órgãos como coração e esôfago começam a inflamar e inchar. O problema é que 40% dos pacientes abandonam o tratamento nos primeiros dez dias porque o benznidazol, único medicamento usado contra a moléstia, provoca muitos efeitos colaterais. Com base nessa constatação, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) conseguiram desenvolver uma substância cinco vezes mais eficiente que a atual e, principalmente, menos tóxica ao ser humano.
O pesquisador João Santana da Silva explica que o resultado foi obtido a partir de modificações na estrutura molecular do próprio benznidazol, usado no tratamento da doença de chagas há 40 anos. O remédio atua no sentido de eliminar da corrente sanguínea o Trypanossoma Cruzi – parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro. “Para esse bicho sobreviver, ele precisa de uma quantidade enorme de redes enzimáticas. Então, a ideia é fazer algo que iniba essas vias e não faça mal ao hospedeiro, que no caso é o homem, o paciente.”

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/07/usp-descobre-substancia-mais-eficaz-no-tratamento-da-doenca-de-chagas.html

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