domingo, 27 de junho de 2010

Cientistas detectam área cerebral ligada a superação de medo

Cientistas israelenses detectaram uma área no cérebro associada à superação de um tipo de medo.

Uri Nili e Yadin Duday, do Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel, realizaram um experimento com um grupo de 39 participantes com medo de cobras fora do comum.

Os participantes foram colocados dentro de um aparelho de ressonância magnética funcional (fMRI, na sigla em inglês), que obtém imagens de alterações na atividade cerebral enquanto os voluntários realizam tarefas elaboradas pelos cientistas.

Próximo aos voluntários, havia uma esteira com uma cobra do milho ("corn snake"), serpente não venenosa de 1,5 m de comprimento comumente usada como animal de estimação. A cobra foi colocada em uma esteira próxima aos participantes; eles podiam escolher se a traziam para perto (até uma distância mínima de 20 centímetros) ou se a empurravam para longe.

Um participante entrou em pânico e teve que abandonar o experimento. Os que permaneceram disseram que ficaram com medo quando tiveram que escolher em qual direção mover a cobra. Quanto mais próximo a cobra estava, mais medo eles diziam sentir.

As imagens do cérebro, coletadas durante todo o experimento, mostraram que várias áreas ficaram ativas quando os voluntários tinham que decidir se moviam a cobra para perto ou para longe.

Uma área previamente associada a emoções, o córtex cingulado anterior subgenual (sgACC), foi uma das regiões mais ativadas quando os participantes trouxeram a cobra para perto, mas a ativação foi bem menor quando levaram a cobra para longe, sucumbindo ao medo.

Os participantes com maior pavor de cobras diziam como se sentiam antes de mover a cobra para perto. Quanto mais medo tinham, mais ativado ficava o sgACC.

Os resultados sugerem que o córtex cingulado anterior subgenual pode ser um alvo para tratamentos de fobias. "Se for possível manter a atividade nessa área a um nível elevado, será possível vencer o medo", afirma Nili.

Os pesquisadores não detectaram esses sinais de fMRI quando substituíram a cobra por um urso de pelúcia ou quando realizaram o experimento com pessoas que possuem cobras ou que simplesmente não têm medo de cobras.

O estudo foi publicado na revista "Neuron".
http://www.folha.uol.com.br/

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