sábado, 7 de fevereiro de 2009

Falta de exposição ao sol pode levar à esclerose múltipla

JB Online
OXFORD - Pesquisadores da Universidade de Oxford revelaram que mulheres que não se expõem ao sol durante a gravidez podem estar mais vulneráveis a ter um bebê que com chances de desenvolver esclerose múltipla durante a fase adulta. Segundo o estudo, existe uma ligação entre a vitamina D e um gene envolvido no desenvolvimento da doença.
Durante a gravidez, os médicos costumam recomendar que as mulheres façam ingestão de ácido fólico para reduzir as chances da criança nascer com má formação na coluna vertebral. Os pesquisadores sugerem que as grávidas também tomem suplementos de vitamina D, especialmente aquelas que não costumam se expor ao sol. Eles acreditam que a vitamina D poderia estar relacionada, inclusive, a distúrbios que afetam o sistema imunológico.
O estudo de Oxford encontrou uma relação direta entre a vitamina D, produzida no corpo como resultado da exposição ao sol, e a variação genética conhecida como DRB1*1501, que implica a esclerose múltipla. Quando as pessoas tomam pouco sol, as proteínas relacionadas a vitamina D não são ativadas. Essas proteínas são responsáveis por ativar o gene ligado à esclerose, portanto, com a falta de sol, o gene pode não atuar como deveria, provocando a doença.
A esclerose múltipla é o distúrbio neurológico mais comum, afetando cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e tendo maior incidência em locais de clima frio ou nublado, como o dos países do norte.
Estudos que abordam essa interação entre genética e o ambiente, chamada de 'epigenética' têm ganhado relevância no meio científico. Nessa linha de pesquisa, a genética não determinaria um fator por completo, mas estaria também relacionada ao ambiente que nos cerca.
O artigo foi publicado nesta sexta-feira na revista científica PLoS Genetics.
As informações são do jornal Telegraph


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